Charles Oliveira: má condução de Herb Dean sobre golpes ilegais de Ciryl Gane deve ‘servir de lição’ — Federação de Jiu-Jitsu
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Charles Oliveira: má condução de Herb Dean sobre golpes ilegais de Ciryl Gane deve ‘servir de lição’ — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation

MMA Fighting 05/07/2026

Charles Oliveira defende Herb Dean, mas diz que a falta de punição por golpes ilegais de Ciryl Gane em Alex Pereira deve servir de lição para arbitragens futuras.

Federação de Jiu-Jitsu: Segundo a MMA Fighting, Alex Pereira tem se manifestado sobre seu descontentamento com a falta de ação de Herb Dean em relação a Ciryl Gane e aos golpes ilegais aplicados durante a luta de título no UFC White House, e Charles Oliveira enxerga essa situação como uma oportunidade de melhoria para todas as partes envolvidas.

O detentor do cinturão ‘BMF’ disse à MMA Fighting que esperava que Gane fosse uma estreia “extremamente dura” nos pesados para “Poatan”, mas enxergava um caminho para a vitória. No fim, porém, Gane conseguiu a finalização depois de derrubar Pereira com um jab e seguir machucando-o com uma sequência de socos e cotoveladas, algumas das quais acertaram a nuca de Pereira.

“O Poatan reagiu do jeito certo [depois da queda], indo para as pernas para se defender”, disse Oliveira. “Depois, no meio daquele caos — não porque ele é brasileiro, mas o mundo inteiro viu e foi óbvio —, alguns golpes acertaram a nuca quando não deveriam.”

Ao assistir ao que aconteceu com Pereira, Oliveira imediatamente se lembrou de sua revanche de cinco rounds contra Michael Chandler em 2024, quando venceu por decisão apesar de o árbitro Keith Peterson não ter notado golpes ilegais de Chandler na nuca dele.

“Eu estava fazendo uma grande luta contra o Michael Chandler, fazendo parecer fácil contra ele — desculpa por falar assim, nem gosto de falar desse jeito —, e aí, no round final, ele me acertou um golpe e furou meu olho”, disse Oliveira. “Eu coloquei a mão sobre o olho e o Chandler começou a desferir socos, eu caí, e pensa em quantos golpes eu levei na nuca. Só para e pensa nisso. Se eu tivesse perdido para o Michael Chandler naquela noite, se o árbitro tivesse parado a luta, será que minha carreira teria continuado com o mesmo embalo? Será que eu teria tido a sequência que tive?

“Agora imagina o adversário do Poatan, sabendo de toda a pressão em torno daquela luta. Se o Poatan tivesse vencido, ele teria se tornado o cara com títulos em três categorias de peso diferentes. O nome do Poatan é enorme. Então imagina ser o adversário dele, acertando um golpe grande e pensando: ‘Cara, eu vou vencer esse cara, vou parar com todo esse hype, e meu nome vai disparar.’ Ele está sob pressão, em um momento em que quer jogar tudo o que tem. Por isso acho que existe um árbitro ali para entender o que é certo e o que é errado, se é hora de parar a ação ou não. Eu coloco toda a responsabilidade no árbitro, assim como fiz com o árbitro da minha luta. Acho que ele deveria ter parado a luta e dito: ‘Cara, você está fazendo algo errado.’

“No caso do Herb Dean, acho que ele deveria ter intervindo. Como o Poatan disse, ele levou o jab, levou outros golpes, e houve socos na nuca. As pessoas me perguntaram: ‘Você acha que um soco na nuca fez diferença?’ Eu não sei. Eu não estava lá dentro. O que eu sei é que vários golpes acertaram um lugar onde não deveriam. Se isso afetou o resultado ou não, eu não posso te dizer. Mas com certeza houve golpes ilegais.”

Pereira pediu uma ação contra Dean e disse que vai se recusar a lutar se o veterano árbitro for escalado como o terceiro homem no octógono em sua próxima luta no UFC. Embora Oliveira concorde com a crítica dele em relação à decisão de Dean naquela noite, ele não vai a ponto de se juntar a Pereira e pedir que Dean não trabalhe em suas próximas lutas. Em vez disso, ele chama isso de uma oportunidade para melhorar as coisas.

“Não podemos transformar isso em um problema maior do que é”, disse Oliveira, que teve Dean como árbitro em cinco de suas 37 lutas no UFC. “O Herb Dean já apitou várias das minhas lutas. Ele sempre me tratou com respeito, então não tenho absolutamente nenhum problema com ele arbitrando uma luta minha. A realidade é que, às vezes, as coisas acontecem no calor do momento. O ângulo que ele tinha pode não ter dado a ele a melhor visão. Para mim, ele ainda é um ótimo árbitro.”

“Acho que situações como essa servem de lição para outros árbitros, para o UFC, para a comissão, para todos os envolvidos”, ele continuou. “Goste ou não, havia muita coisa em jogo naquela luta. O Poatan poderia ter se tornado um nome ainda maior, potencialmente o GOAT do MMA, ao vencer um terceiro cinturão. Havia muita pressão em torno daquele momento. Não tenho nada contra ele arbitrar minha próxima luta. Isso não é um problema para mim de jeito nenhum. Mas acho sim que serve como um lembrete para que todos fiquem atentos e garantam que situações como essa não aconteçam de novo.”

Fonte: MMA Fighting — leia o original

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