Christian Strong disse aos produtores do TUF 34 que lutaria 'com uma p*** perna só' para permanecer no programa — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
Segundo o MMA Fighting, Christian Strong não estava disposto a deixar uma lesão colocar em risco a maior oportunidade de sua carreira. O segundo episódio do The Ultimate Fighter 34 mostrou Strong conquistando uma vitória por decisão dominante sobre Marlon Jones, avançando para as...
Federação de Jiu-Jitsu: Segundo o MMA Fighting, Christian Strong não estava disposto a deixar uma lesão colocar em risco a maior oportunidade de sua carreira.
O segundo episódio do The Ultimate Fighter 34 mostrou Strong conquistando uma vitória por decisão dominante sobre Marlon Jones, avançando para as semifinais do torneio peso-galo da temporada. Porém, o caminho até o dia da luta foi quase tão difícil quanto o próprio combate. Strong revelou ao veículo que machucou os dois tornozelos no início da temporada — um detalhe que não foi incluído na edição final do programa.
"Eu também me machuquei logo antes do show, e eles não mostraram isso no começo — queria que tivessem mostrado — o que me prejudicou na hora de baixar o peso para entrar na casa. Eu era um dos lutadores mais pesados, com certeza. Sou um peso-galo grande, então o corte de peso já era difícil por si só, principalmente no começo, e tendo que fazer isso duas vezes, cara, é uma missão e tanto dentro da casa. Acho que as pessoas não percebem o que isso realmente exige", afirmou Strong.
As lesões podem não ter sido dramáticas o suficiente para a Paramount+, mas foram sérias a ponto de os produtores questionarem se ele teria condições de continuar. Ainda assim, Strong deixou claro que nada o impediria de disputar o TUF.
"Em um momento, a produção me chamou de lado", contou. "Eles não estavam necessariamente ameaçando me tirar do programa, mas estavam muito preocupados e disseram algo como: 'Precisamos saber agora se você tem condições de lutar ou não.'
"Eu falei pra eles: 'Se precisar, eu entro mancando com uma p*** perna só.' Então eu ia fazer acontecer de qualquer jeito."
Mesmo depois de receber liberação médica para participar, as surpresas continuaram. O elenco descobriu que os testes de seleção não definiriam apenas os times de Daniel Cormier e Michael Bisping, mas também quem ficaria no programa — dos 20 lutadores convidados, apenas 16 seriam escolhidos pelos treinadores, e os outros quatro seriam dispensados.
Strong ficou na expectativa até o último momento, sendo o derradeiro escolhido, integrando o Team Cormier.
"Eu nem sabia que estávamos fazendo seleções até aquela manhã, então foi extremamente angustiante. Fiquei pensando: 'Cara, não sei não.' Obviamente, não estava preparado mentalmente para aquilo. Conforme as escolhas iam acontecendo, a situação foi ficando cada vez mais tensa, os números foram diminuindo.
"Estava muito nervoso, mas tinha uma intuição no fundo da mente de que, pela minha bagagem no wrestling, pelo menos o 'DC' ia me pegar. Ficaria muito surpreso se ele não me escolhesse, e foi exatamente o que aconteceu, então deu tudo certo."
Os treinadores do Team Cormier orientaram Strong a apostar no wrestling durante o confronto das quartas de final com o golpista Jones, com ênfase em reiniciar as trocas e executar quedas em volume, sem forçar finalizações no solo. A estratégia funcionou, e Strong saiu do Apex com a vitória por decisão.
No entanto, o CEO do UFC, Dana White, estava à beira do octógono e fez o seguinte comentário após o combate:
"O problema é que wrestling sem finalização não faz lutas empolgantes. Christian avança, não sofreu muito dano, mas se esse cara quer se destacar no torneio, precisa ser mais agressivo nas semifinais."
Strong admitiu que já previa a possibilidade de essa avaliação acontecer.
"Não vou mentir, eu sabia que era uma possibilidade que pairava na minha cabeça", disse. "Até comentei isso com os treinadores quando discutimos o plano de luta. Falei: 'Estou um pouco preocupado que isso possa me prejudicar em conseguir lutas depois, não só após o programa.'
"Eles disseram: 'Não importa. Siga o plano, passe de fase. Nas semifinais, sua última luta, você pode ir pra guerra de verdade e depois descansa por muito tempo. Mesmo que chegue à final, terá bastante tempo para se recuperar. Então essa primeira luta era só para você passar, e na segunda dá para mostrar mais do que você realmente é capaz.'"
Strong, que já competiu pela Fury FC e conquistou o cinturão peso-galo na Battlefield Fight League do Canadá na sua última luta antes do TUF, entende a necessidade de entreter para ter uma carreira longa no UFC — independentemente de vencer o torneio peso-galo do TUF 34 ou não. Ele não se deixou distrair pela presença de White na primeira luta, mas estava determinado a deixar sua marca nas semifinais antes de deixar a casa.
"Era difícil porque eu não vi Dana White lá, mas só de saber que ele estava assistindo, isso coloca uma pressão a mais — você tem que performar, ser agressivo, aparecer", disse Strong. "Acho que isso sempre pairou na minha mente, soubesse ou não o que ele tinha dito. E eu sabia que entraria na próxima luta com esse pensamento."
Fonte: MMA Fighting — leia o original
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