Com início avassalador no UFC, Ryan Gandra desafia ex-campeão Israel Adesanya — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
O início de trajetória de Ryan Gandra no UFC pode ser definido como avassalador. Em duas lutas até então na companhia, o brasileiro sequer completou dois minutos de competição no octógono mais famoso do mundo — nocauteando seus adversários no início do primeiro round. Com tal ret...
Federação de Jiu-Jitsu: O início de trajetória de Ryan Gandra no UFC pode ser definido como avassalador. Em duas lutas até então na companhia, o brasileiro sequer completou dois minutos de competição no octógono mais famoso do mundo — nocauteando seus adversários no início do primeiro round. Com tal retrospecto recente, o céu parece ser o limite para o peso-médio (84 kg) mineiro, que, não à toa, já mira sua atenção para um alvo de peso ao desafiar o ex-campeão da categoria Israel Adesanya.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Problema’, como é conhecido, destacou seu desejo de avançar na categoria e alcançar um lugar no ranking. Adotando o lema “quem não é visto, não é lembrado”, Ryan Gandra subiu o tom e decidiu sugerir um confronto com Adesanya, que marcou época como campeão até 84 kg. Apesar do desafio, o brasileiro deixou claro que não possui nenhum tipo de rixa com o striker nigeriano, que, em má fase na carreira, recentemente informou que mudará de equipe.
“Quero um cara ranqueado, subir na categoria. Tem que ver o que o UFC vai preparar para mim, como eles me veem. Mas estou preparado para qualquer situação e adversário. Pronto para mostrar meu trabalho. Quero lutar o mais rápido possível. Acabei rápido as minhas lutas. Estou aqui para mostrar serviço, quem não é visto não é lembrado. Local e data não, mas mencionei (um nome) que me veio à cabeça. Israel Adesanya. Sou fã do trabalho dele, um cara que via lutando antes de entrar no UFC. Se eu sonhava em entrar no UFC e hoje estou aqui: por que não (desafiar ele)? É um cara que tenho vontade de lutar sim, nada contra ele. É trabalho. Mas tenho vontade de sentir essa sensação de estar lutando contra um grande nome”, frisou Ryan.
Camp delicado
Em ação no card preliminar do UFC 329, no último sábado (11), em Las Vegas (EUA), Gandra precisou apenas de um minuto e 15 segundos para nocautear Zachary Reese. Mas quem assistiu ao desfecho do combate não imagina o quão desafiador foi para o brasileiro competir na ‘T-Mobile Arena’, durante a tradicional ‘Semana Internacional da Luta’. Com problemas de saúde em si próprio e também em seus familiares, Ryan admitiu que foi delicado deixar o filho e a esposa para lutar contra o rival americano.
“Tive várias dificuldades, sem história triste. Mas esse camp foi f***. Enfrentei problema pessoal… A gente tem que ser pai, marido, treinador, tem que ser tudo e ainda chegar aqui e fazer um bom trabalho. Aqui (UFC) é o lugar de me expressar. Me expressei da melhor forma possível, descarreguei todas as minhas energias. Alguém tem que pagar o preço por tudo que passei (risos). Fiquei com imunidade baixa e acabei pegando uma gripe muito forte. E meu filho de nove meses acabou pegando essa mesma gripe. Então imagina: de madrugada ele acorda, vomitando. A gente fica desesperado, porque é criança, não fala. Fiquei chateado com a situação, mas tive que vir trabalhar. Esse foi o problema que tive. Minha esposa também pegou a gripe”, relatou o mineiro.
Parceiro de treinos de Paulo ‘Borrachinha’, Ryan Gandra chegou ao ‘Contender Series’, em 2025, com grande expectativa. E no programa que revela talentos para o UFC, fez jus ao brilhar com um nocaute no primeiro round que carimbou sua vaga na liga presidida por Dana White. Desde então, no Ultimate, repetiu o roteiro e desbancou dois rivais pela via rápida da trocação no primeiro assalto. Ao todo, é dono de um cartel no MMA profissional de dez vitórias e uma derrota.
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Fonte: AG Fight — leia o original
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