Daniel Cormier explica por que cada vez menos lutadores de wrestling americanos estão migrando para o MMA — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
Segundo o MMA Fighting, o wrestling americano sempre foi uma fonte constante de atletas talentosos migrando para o MMA, mas esse fluxo tem diminuído consideravelmente nos últimos anos, sobretudo quando se fala dos maiores nomes do esporte. Embora o medalhista de ouro olímpico e m...
Federação de Jiu-Jitsu: Segundo o MMA Fighting, o wrestling americano sempre foi uma fonte constante de atletas talentosos migrando para o MMA, mas esse fluxo tem diminuído consideravelmente nos últimos anos, sobretudo quando se fala dos maiores nomes do esporte.
Embora o medalhista de ouro olímpico e multicampeão da NCAA Gable Steveson esteja programado para fazer sua estreia no UFC em julho, boa parte dos melhores lutadores de wrestling optou por não seguir a carreira no MMA. O ex-campeão e membro do Hall da Fama do UFC Daniel Cormier, bicampeão olímpico, aponta o dinheiro como principal razão para esse afastamento.
"Não temos um campeão americano masculino agora", disse Cormier ao programa Ya'll Street TV, esquecendo-se momentaneamente de que Sean Strickland detém o cinturão dos médios do UFC. "Acho que talvez tenhamos feito tanto que o lutador de wrestling americano não esteja tão disponível. Existem os RTCs no wrestling onde os caras ganham um pouco mais de dinheiro. Lembra que eu costumava ficar pensando: quantas vezes fui para o lado certo quando devia ter ido para o esquerdo? Agora, o lado certo vale 200 mil dólares por ano para treinar."
"A maioria dos lutadores de wrestling acha que 200 mil dólares é muito dinheiro, principalmente quando se mora em cidades pequenas como Stillwater, em Oklahoma, ou Happy Valley, onde fica a Penn State, ou Raleigh, na Carolina do Norte. Nessas cidades pequenas, isso é muito dinheiro. O lutador de wrestling americano não está tão aberto a lutar como precisaríamos."
O dinheiro foi, durante muito tempo, o principal motivador para que wrestlers migrassem ao MMA. Após a faculdade, era praticamente impossível ganhar a vida exclusivamente competindo no wrestling.
Apenas os atletas de elite conseguem uma remuneração realmente satisfatória, o que só costuma acontecer mediante títulos ou resultados de alto nível em Olimpíadas ou Mundiais de wrestling. Fora disso, as oportunidades financeiras eram escassas, e o MMA representava uma saída.
A carreira de treinador, porém, tornou-se uma alternativa atraente para muitos wrestlers: permite continuar ativo no esporte e ganhar bem, sem precisar levar socos no rosto.
Além disso, o Real American Freestyle passou a ser uma opção viável para que atletas de wrestling gerem renda fora dos grandes torneios tradicionais.
Cormier lamenta que tantos americanos de alto nível prefiram não escolher o MMA. Para se ter uma ideia, dos 16 lutadores americanos que competiram nas Olimpíadas de Paris em 2024, apenas a medalhista de prata Kennedy Blades demonstrou interesse real em possivelmente ingressar no mundo das lutas.
Isso pode mudar no futuro, mas o fluxo de grandes wrestlers em direção ao MMA claramente perdeu força nos últimos anos.
Fonte: MMA Fighting — leia o original
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