Os holofotes do jiu-jitsu voltam para o Campeonato Asiático — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
A 15ª edição do Campeonato Asiático da IBJJF reúne mais de 2.500 atletas em Chiba, no Japão, celebrando o crescimento do jiu-jitsu na região.
Federação de Jiu-Jitsu: Segundo a IBJJF, "ensinando jiu-jitsu, meu objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Essa é minha missão. Acredito que espalhar o jiu-jitsu é uma tarefa muito significativa" — Yuki Nakai.
A décima quinta edição do Campeonato Asiático acontece de 8 a 12 de julho em Chiba, no Japão. O evento reúne estrelas internacionais, promessas em ascensão e uma seleção dos melhores competidores asiáticos do mundo. Com o retorno do Campeonato Asiático em 2026, a atenção da comunidade do jiu-jitsu está voltada para a crescente cena da modalidade em toda a Ásia. A IBJJF tem reafirmado continuamente sua intenção de fortalecer a infraestrutura do jiu-jitsu na região, principalmente por meio da Japan Brazilian Jiu-Jitsu Federation (JBJJF). O momento do próximo campeonato no Japão justifica um olhar mais profundo sobre a história do jiu-jitsu na Ásia e sobre as pessoas que apoiaram seu crescimento.
O jiu-jitsu brasileiro está profundamente enraizado nas ricas tradições do Leste Asiático, remontando à sua fundação na década de 1920. O judoca japonês Mitsuyo Maeda, em sua jornada pelo mundo para testar e divulgar seu jiu-jitsu tradicional, chegou ao Brasil e começou a ensinar suas técnicas a Carlos Gracie. A família Gracie desenvolveu a arte marcial, concentrando-se em alavancagem e eficiência para adaptar a filosofia às suas características físicas. Além dos princípios técnicos que culminaram no Jiu-Jitsu Brasileiro, valores tradicionais do Leste Asiático foram inicialmente incutidos junto com os preceitos éticos e morais da arte marcial. O espírito pioneiro de Maeda perdura até hoje, enquanto os líderes contemporâneos do esporte promovem a expansão e a exposição para as gerações seguintes.
Uma figura japonesa de grande influência, Yuki Nakai, impulsionou de forma significativa a evolução do jiu-jitsu na Ásia. Conforme as artes marciais se transformaram em um esporte competitivo global, Yuki representou seu estilo e sua nação em competições de elite, como o famoso evento Vale Tudo Japan de 1995. Sua atuação impactante lhe rendeu enorme apoio, tanto por suas técnicas de solo extremamente potentes quanto por seu vigor célebre. Yuki acumulou um enorme respeito entre os entusiastas do jiu-jitsu brasileiro, o que culminou em seu convite para o segundo Campeonato Mundial da IBJJF, em 1997. Antes do torneio, ele foi recebido de forma notável em todas as principais academias do Rio de Janeiro, em um período em que rivalidades ferrenhas normalmente proibiam o treino cruzado para quase todos os atletas. Sua atuação excepcional no Mundial, somada ao seu profundo respeito pela arte marcial, deu início a um surto expressivo na participação do jiu-jitsu em toda a Ásia. Além de sua carreira competitiva, Yuki manteve um compromisso dedicado em fomentar o crescimento do jiu-jitsu globalmente. Como primeiro presidente da JBJJF (Japan Brazilian Jiu-Jitsu Federation), suas iniciativas contínuas seguem estabelecendo uma estrutura para o desenvolvimento do jiu-jitsu nos países asiáticos. Em muitos aspectos, suas provações e conquistas pessoais preservaram a essência da arte marcial no Japão e além.
Pioneiros empreenderam esforços pessoais, profissionais e até culturais profundos para ajudar a cultivar um cenário próspero do jiu-jitsu em seus respectivos territórios. O professor Deddy Wigraha representa uma figura inovadora que ampliou o alcance da arte marcial ao levar seu ensino para a Indonésia. Discípulo de longa data de Rickson e Charles Gracie, Deddy foi apresentado a Romero "Jacaré" Cavalcante, fundador da Alliance Jiu-Jitsu. Depois de conquistar sua faixa-preta, Deddy usou suas credenciais respeitadas para liderar a Alliance Indonésia e a Seleção Nacional de Jiu-Jitsu da Indonésia. Em 1994, Andi Pi ainda era aluno da renomada Gracie Academy, em Torrance, Califórnia. Sob a tutela de Royce Gracie, Andy seguiu sua dedicação ao jiu-jitsu antes de levá-lo para Pequim, na China, para abrir a primeira academia de Jiu-Jitsu Brasileiro do país, em 1998.
Rikako Yuasa continua sendo uma das maiores atletas japonesas de jiu-jitsu de todos os tempos. Rikako conquistou quatro títulos mundiais na faixa-preta entre 2015 e 2018, marcando uma sequência dominante no mais alto nível. Koji Shibamoto se tornou um dos principais competidores japoneses de jiu-jitsu, com oito títulos do Campeonato Asiático, dois títulos do Campeonato Europeu, dez medalhas em grandes eventos e um bronze no Mundial na faixa-marrom. Tomoyuki Hashimoto, outro destaque japonês, conquistou títulos no Pan e no Europeu, além de uma medalha de bronze no Mundial. Emma Xiong se tornou a primeira faixa-preta feminina chinesa reconhecida internacionalmente e alcançou uma das promoções mais rápidas à faixa-preta entre atletas mulheres. Emma, aluna dedicada da Fortitude BJJ sob o professor Vinc Tan, foi promovida a faixa-preta por Letícia Ribeiro em 2017, após conquistar seu segundo título mundial em faixa colorida, um feito alcançado em pouco mais de três anos desde o início de sua jornada no jiu-jitsu. Vários atletas de nível mundial vêm de nações asiáticas e seguem no topo do esporte, incluindo Andy Murasaki, Igor Tanabe e Shoya Ishiguro. Esses competidores de destaque, entre tantos outros, ajudaram a abrir caminho para a próxima geração de campeões asiáticos.
Mais de 2.500 atletas competirão em Chiba, no Japão, esta semana. O evento tem reunido, nos últimos anos, algumas das maiores estrelas do esporte disputando títulos do Campeonato Asiático. A edição deste ano recebe de volta Jackson Nagai, que recentemente completou uma temporada de Gi fenomenal em 2026. Ashlee Funegra, da AOJ, faixa-preta invicta e campeã mundial de Gi e No-Gi, promete dar um show. Mateo Cardona, Uanderson Ferreira, Mikael Rhaillander e outros atletas internacionais de elite se juntam à disputa. Enquanto isso, uma seleção fascinante de atletas asiáticos se prepara para comprovar o nível crescente de suas respectivas nações. Jun Yong Cho, Minho Yoon, Hiryu Niwa, Tanaka Taisei e outros atletas de elite seguem representando seu continente na 15ª edição do Campeonato Asiático.
Celebrando o despertar do jiu-jitsu na Ásia, a IBJJF expandiu seu circuito de competições para atender à crescente demanda dos atletas de jiu-jitsu. Os principais eventos na região incluem o East Japan International Open, o Campeonato Asiático e o Masters International - Ásia. Esses eventos oferecem a juvenis e adultos a oportunidade de testar suas habilidades conquistadas com esforço em uma competição ao vivo, com o apoio de amigos, familiares e colegas de equipe ao seu lado. Esses torneios reforçam o esforço contínuo da IBJJF em oferecer oportunidades a pessoas de locais onde o jiu-jitsu ainda está estabelecendo bases sólidas. Esse empenho tem se manifestado em diversos eventos nos últimos anos, como o Seoul Open, o Manila Open, o Tokyo Open, o Kuala Lumpur Open, o Nagoya Open, entre outros. A proposta da IBJJF é oferecer aos entusiastas do jiu-jitsu a chance de competir em um ambiente profissional e competitivo semelhante ao de seus ídolos e lendas do esporte. Conforme o crescimento do jiu-jitsu na Ásia avança, o circuito da IBJJF pretende ampliar o reconhecimento e o acesso à competição para atletas que buscam se testar nos tatames amarelo e azul.
Fonte: IBJJF (News) — leia o original
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