Stephanie Rondinha ignora torcida e ironiza clima hostil no UFC Sérvia: “Pode me xingar” — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
Enfrentar uma atleta da casa já costuma representar um desafio extra no MMA. Quando isso acontece na Sérvia, país conhecido por possuir uma das torcidas mais apaixonadas e barulhentas do esporte, a missão tende a ficar ainda mais complicada. Mas a brasileira Stephanie Luciano gar...
Federação de Jiu-Jitsu: Enfrentar uma atleta da casa já costuma representar um desafio extra no MMA. Quando isso acontece na Sérvia, país conhecido por possuir uma das torcidas mais apaixonadas e barulhentas do esporte, a missão tende a ficar ainda mais complicada. Mas a brasileira Stephanie Luciano garante que esse não será um problema para ela. Escalada para medir forças com Marina Spasic neste sábado (1), pelo card preliminar do UFC Sérvia, a lutadora mineira está confiante que o apoio maciço do público local à adversária não será capaz de interferir em sua atuação dentro do octógono.
Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, ‘Rondinha’ – como é conhecida – demonstrou tranquilidade ao projetar o ambiente que encontrará na ‘Belgrade Arena’, em Belgrado, capital da Sérvia, neste sábado. Apesar de reconhecer a fama dos fãs locais, a mineira afirmou que seu foco estará exclusivamente em Spasic e ressaltou que já está acostumada a competir sob pressão.
“Maneiro demais que a galera (da Sérvia) torce, mas aqui é Brasil. Não tem como comparar a torcida da Sérvia com a do Brasil. (A adversária) É uma menina da casa, ótimo para mim, eu gosto muito desse clima. Não me importo tanto com a torcida, me importo com ela lá dentro, meu foco é ela. O que vier de fora não vai fazer diferença. Tenho certeza que a galera vai torcer por ela, vai vaiar o que eu fizer, mas a minha cabeça está muito concentrada e isso não vai mexer com o meu psicológico ou com a minha performance dentro do octógono“, afirmou Stephanie.
Pode xingar!
A confiança é tanta que nem mesmo as possíveis provocações vindas das arquibancadas preocupam a brasileira. Bem-humorada, Stephanie Rondinha brincou com a barreira do idioma e indicou que dificilmente será afetada pelo clima hostil na Sérvia.
“É uma língua completamente diferente que eu não entendo, então, pode me xingar que eu não vou entender nada (risos)”, brincou.
A segurança demonstrada pela jovem de 26 anos tem respaldo na sua própria trajetória no MMA profissional, que apesar de ainda relativamente curta, já a levou a muitos lugares. Em 2022, por exemplo, Stephanie conquistou o cinturão peso-palha (52 kg) do ‘Jungle Fight’, atuando justamente diante da torcida da adversária, a paulista Karina Aryadne, em São Paulo. A experiência, de acordo com a mineira, serviu como prova de que o apoio vindo das arquibancadas dificilmente influencia no seu rendimento e no resultado final de um combate.
“Eu fui campeã do maior evento da América Latina (Jungle Fight) em São Paulo, e a menina era de lá. Eu escutei todo mundo gritando para ela, torcendo. Ela perdendo a luta e a galera tentando empurrar ela para cima. E, realmente, isso não faz diferença para mim. Talvez faça alguma diferença para ela, mas, para mim, sinceramente, não vejo tanta preocupação assim por causa de torcida”, ressaltou Rondinha.
Confiança também no aspecto técnico
Se fora do octógono a torcida sérvia não parece intimidar Stephanie, dentro do cage a brasileira também demonstra confiança. Ciente de que Marina Spasic tem como principal credencial a trocação, Rondinha acredita que sua experiência diante de adversárias especialistas em diferentes áreas do MMA e o arsenal mais amplo de habilidades lhe dá as ferramentas necessárias para encontrar o caminho da vitória.
“A Marina é uma trocadora, vem do kickboxing, é oriunda da trocação. Então, com certeza, ela vai querer mostrar isso. Mas isso é MMA. Eu já lutei com (rival) cinco vezes campeã de jiu-jitsu, já lutei com meninas duríssimas, e eu sei o caminho, no MMA, para sair com a vitória”, finalizou.
Aos 26 anos, Stephanie Luciano chega ao UFC Sérvia embalada pela expectativa de engatar sua primeira sequência de vitórias no octógono e consolidar seu espaço na organização, com a qual já renovou seu contrato antecipadamente. Para isso, a mineira precisará superar não apenas uma rival que lutará em casa, mas também o ambiente favorável criado pelos fãs locais. Pelo menos no aspecto psicológico, porém, Rondinha parece já estar em vantagem antes mesmo do primeiro soar do gongo.
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Fonte: AG Fight — leia o original
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