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Patches e personalização do kimono: zonas permitidas e proibidas

Aquele emblema de academia, o patch do patrocinador, a bandeira do país: tudo isso tem lugar certo no kimono — e lugar errado que reprova na inspeção. Entenda as zonas em que a regra permite personalizar o gi e por que a federação é tão específica sobre isso.

Por Redação BJJLF Revisado por Sergio Malibu, Faixa Coral 8º Grau — Fundador Revisado em 19/07/2026 IBJJF Rules — edição vigente 2026 5 min de leitura

Por que existe uma regra específica para patches

Um patch mal posicionado parece um detalhe estético, mas pode virar um problema de segurança e de igualdade competitiva. Um remendo colado (não costurado) pode descolar durante a luta e machucar o adversário; um patch grosso ou rígido em cima da lapela pode reforçar artificialmente o tecido justamente na região usada para estrangulamentos, dando uma vantagem que não deveria existir. Por isso a IBJJF define, no próprio Rule Book, um mapa de zonas em que a personalização é permitida — e deixa de fora tudo que fica perto de regiões de pegada, articulação ou risco.

Isso não significa que o kimono de competição precise ser "liso": praticamente todo atleta federado compete com o emblema da própria academia, patches de patrocinador e, em campeonatos internacionais, a bandeira do país. A regra não proíbe personalização — ela organiza onde isso pode acontecer, para que o kimono continue sendo, antes de tudo, um uniforme padronizado de combate.

Zonas permitidas para patches

Pela regra IBJJF vigente, os patches podem ser fixados nas seguintes regiões do kimono:

  • Parte superior do peito (dos dois lados, geralmente onde ficam os patches de patrocinador ou de graduação).
  • Ombros, na parte de cima do paletó.
  • Parte superior das costas, sempre abaixo da gola — nunca sobre ou tocando o próprio tecido da gola.
  • Parte superior das coxas da calça.
  • Parte de trás da calça (região do bolso traseiro), em uma faixa mais larga do que era permitida em edições anteriores do regulamento.
Regra prática: se você tiver dúvida sobre um local específico, pergunte "esse patch toca a gola, a manga, ou fica a menos de 15 cm da barra da calça?" — se a resposta for sim a qualquer uma delas, o patch provavelmente está fora da zona permitida.

Zonas proibidas para patches

Do outro lado do mapa, algumas regiões são proibidas justamente por ficarem perto de pontos de pegada, controle ou risco de lesão:

  • Mangas do paletó, em qualquer altura — região de pegada e controle de braço.
  • Gola e qualquer área próxima à lapela, incluindo o espaço logo abaixo da gola do lado da frente.
  • Parte de baixo das costas (lombar), tanto do paletó quanto próximo à cintura.
  • Punhos e barras da calça — os últimos 15 cm da manga e da calça, tanto na frente quanto atrás, ficam livres de qualquer patch.
  • Parte interna do kimono (forro), mesmo que a intenção seja apenas identificar o dono da peça.

Essa faixa de 15 cm livre perto das barras existe pelo mesmo motivo da medida de manga e calça: evitar qualquer coisa que engrosse ou enrijeça o tecido exatamente onde ele é medido e onde é usado para prender o adversário nas transições de guarda e passagem.

Material e fixação: colado não vale

Não basta o patch estar na zona certa — ele também precisa ser feito de tecido de algodão (ou compatível) e estar costurado, nunca apenas colado ou termocolado sem costura de reforço nas bordas. Um patch decorativo apenas grudado no tecido pode descolar durante a luta, virando risco de dedo preso ou de distração no meio de uma disputa de pegada. Os fiscais de kimono na inspeção costumam puxar delicadamente as bordas dos patches maiores para confirmar que estão costurados.

Bandeiras, nome do atleta e graduação

Bandeiras de país, nome do atleta bordado e faixas de graduação seguem a mesma lógica de zonas — o nome geralmente fica na parte de trás da calça ou na parte superior das costas, e a bandeira do país, quando permitida pelo evento, ocupa uma das zonas de peito ou ombro. Em campeonatos amadores e estaduais, cada organização pode ter variações pequenas sobre quantos patches são permitidos ao mesmo tempo, mas o mapa de zonas costuma seguir o mesmo padrão adotado pela IBJJF.

Vale um cuidado extra com kimonos comprados prontos, já com patches de fábrica aplicados pelo fabricante. Mesmo vindo de marcas conhecidas do circuito, nem todo modelo comercial respeita à risca o mapa de zonas de competição — alguns kimonos "de treino" trazem logotipos grandes na manga ou perto da gola, o que é perfeitamente normal para o dia a dia no tatame, mas reprova de imediato numa inspeção oficial. Por isso, antes de levar um kimono novo para a primeira competição, vale conferir cada patch de fábrica com o mapa de zonas — e remover ou recobrir qualquer um que esteja fora do padrão permitido, mesmo que pareça "só estética".

Chegue pelo menos 1 hora antes da pesagem já com o kimono definitivo revisado: é muito mais fácil remover ou recosturar um patch fora de lugar em casa, com calma, do que na fila da inspeção com o relógio da competição correndo.

Erros que reprovam na inspeção

  • Patch tocando ou sobrepondo a gola ou a lapela.
  • Patch dentro dos 15 cm finais de manga ou calça.
  • Patch na parte interna do kimono.
  • Patch apenas colado ou termocolado, sem costura firme nas bordas.
  • Patch de material sintético ou plástico rígido em vez de tecido.
  • Excesso de patches sobrepostos que engrossam artificialmente uma região do tecido.

Perguntas Frequentes

Posso colocar o patch da minha academia em qualquer lugar do kimono?

Não. A regra define zonas específicas — peito, ombros, parte superior das costas (abaixo da gola), coxas e parte de trás da calça. Fora dessas áreas, mesmo o patch da própria academia é reprovado na inspeção.

Um patch colado, sem costura, é aceito?

Não. O patch precisa ser de tecido de algodão (ou compatível) e estar costurado nas bordas. Patches apenas colados ou termocolados sem reforço de costura são retirados pelos fiscais na inspeção.

Por que a gola não pode ter patch nenhum, nem perto dela?

Porque a gola e a lapela são regiões de pegada usadas em estrangulamentos e controles. Qualquer reforço de tecido nessa área alteraria a rigidez da lapela e poderia tornar os estrangulamentos artificialmente mais fáceis (e mais arriscados) de aplicar.

Todas as competições seguem exatamente o mesmo mapa de zonas de patch?

O modelo de zonas permitidas e proibidas da IBJJF é a referência mais adotada no Jiu-Jitsu esportivo com kimono, mas competições menores ou de outras organizações podem ter variações — por isso vale sempre conferir o regulamento específico do evento antes de fixar patches definitivos no gi.

Fontes

  1. [1] IBJJF Uniform — regras oficiais de gi (patches e zonas de personalização) — IBJJF — International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (acesso em 19/07/2026)
  2. [2] IBJJF Help Desk — Rules (referência de regras oficiais) — IBJJF — International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (acesso em 19/07/2026)
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Autor

Redação BJJLF

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Revisor

Sergio Malibu

Faixa Coral 8º Grau — Fundador

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