Apadrinhado por Minotauro, Michael PQD revela segredo para estrear no UFC sem pressão — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
A estreia no UFC costuma representar o momento de maior pressão na carreira de um lutador. Para Michael Oliveira, porém, a expectativa pelo primeiro compromisso no maior evento de MMA do mundo não é acompanhada pelo peso que normalmente recai sobre um novato. Prestes a enfrentar...
Federação de Jiu-Jitsu: A estreia no UFC costuma representar o momento de maior pressão na carreira de um lutador. Para Michael Oliveira, porém, a expectativa pelo primeiro compromisso no maior evento de MMA do mundo não é acompanhada pelo peso que normalmente recai sobre um novato. Prestes a enfrentar o galês Oban Elliott neste sábado (1), pelo card preliminar do UFC Sérvia, o meio-médio (77 kg) carioca garante que chega preparado mentalmente para transformar o sonho em apenas mais um dia de trabalho.
A confiança não nasce apenas dos treinamentos ou da sequência de resultados positivos que o credenciaram a conquistar sua tão sonhada vaga no Ultimate. Aos 26 anos, Michael ‘PQD’ acredita que amadureceu mais rápido do que a maioria justamente por ter dividido a caminhada com algumas das maiores referências da história das artes marciais mistas no Brasil. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, o ex-paraquedista do Exército Brasileiro explicou que a maturidade vem, principalmente, da sua capacidade de absorver os ensinamentos de figuras que já viveram tudo o que ele está prestes a experimentar.
Entre essas figuras, nenhuma parece ter tido uma influência tão marcante quanto Rodrigo Minotauro. O primeiro contato entre os dois aconteceu ainda na Rocinha (RJ), onde o jovem lutador foi criado, em um encontro breve que, com o passar dos anos, se transformou em uma relação de enorme proximidade. Hoje, o ex-campeão do PRIDE e do UFC ocupa um papel semelhante ao de um pai.
“Acho que até por isso eu tenho essa maturidade, convivendo com esses caras. Eu conheci o Minotauro lá na Rocinha. (…) Hoje em dia, o cara é meu padrinho, considero como um pai. Só ideia de gente que passou por ali, que passou por esses momentos. Então, isso foi me amadurecendo para chegar no maior evento do mundo e não sentir essa pressão. Chegar ali e só me divertir. É só mais um dia de trabalho, só mais um dia de conquista”, destacou Michael PQD.
Mas Minotauro está longe de ser a única referência em sua trajetória. Ao longo da carreira, Michael também conviveu e recebeu conselhos de nomes consagrados como Rogério Camões, Rafael Feijão, Anderson Silva, Alex Poatan, entre outros. Para ele, estar cercado por profissionais que construíram carreiras vencedoras permitiu encarar a estreia no UFC com naturalidade, entendendo que o palco muda, mas a preparação permanece a mesma.
Nesse aspecto, Rogério Camões exerce um papel importante na construção da confiança do atleta carioca. Michael contou que a serenidade transmitida pelo experiente treinador funciona como um lembrete de que todo o trabalho necessário já foi realizado durante o camp. A partir daí, resta apenas confiar na própria preparação.
“Eu fico vendo esses caras maduros. Rogério Camões, um cara que viveu bastante nesse mundo. O cara está contigo ali, ele passa uma tranquilidade… Fala: ‘Vai lá, você treinou bastante, se dedicou’. E você realmente percebe: ‘Cara, eu realmente treinei bastante para isso. Por que eu estou pensando (me questionando)? Vou lá e vou me entregar, vou botar o treino à prova'”, contou o estreante.
Além da preparação física e técnica, Michael dedica atenção especial ao aspecto mental do jogo. De acordo com o atleta, tentar usar a técnica de mentalização para ‘visualizar’ o combate antes mesmo de entrar no octógono ajuda a reduzir o impacto emocional do momento e pode ajudar a evitar a tomada de decisões precipitadas durante o combate.
Exército moldou o homem antes do lutador
Se as lendas do MMA ajudaram a preparar Michael para os desafios do esporte, o próprio lutador acredita que a base da sua maturidade foi construída muito antes de sonhar com uma vaga no UFC. Durante oito anos, ele serviu na Brigada Paraquedista do Exército Brasileiro, período que considera decisivo para definir não apenas a carreira, mas também sua identidade.
Ao ingressar no quartel, Michael admite que ainda não sabia qual caminho seguir na vida. Foi justamente a rotina militar, marcada por disciplina, constância e responsabilidade, que o fez entender que queria se tornar um lutador profissional. Mais do que despertar esse objetivo, o Exército lhe ensinou que alcançar metas exige dedicação integral e comportamento consistente ao longo dos anos.
“Quando eu entrei no quartel, na Brigada Paraquedista em especial, eu não sabia o que queria da vida. (…) A Brigada Paraquedista me deu essa direção: ‘Cara, quero ser lutador’. E foi aí que amadureceu bastante a ideia. Você tem que focar, tem que se dedicar 100%, tem que se entregar para uma coisa dar certo. (…) Isso também me deu essa maturidade que eu tenho hoje”, concluiu.
Agora, às vésperas da estreia no UFC, Michael acredita que toda essa bagagem – construída entre os treinamentos militares e a convivência com alguns dos maiores nomes da história do MMA – o permite chegar ao maior palco do esporte sem se deixar intimidar. Para o carioca, a luta contra Oban Elliott representa a realização de um sonho, mas também o início de uma nova rotina que espera repetir por muitos anos dentro do octógono.
Agora, às vésperas da estreia no Ultimate, Michael acredita que toda essa bagagem — construída entre os treinamentos militares e a convivência diária com alguns dos maiores nomes da história do MMA — o permite chegar ao maior palco do esporte sem se deixar intimidar. Para o carioca, a luta contra Oban Elliott representa a realização de um sonho, mas também o início de uma nova rotina que espera repetir por muitos anos dentro do octógono.
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Fonte: AG Fight — leia o original
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