Alice Pereira explica domínio no solo no UFC Vegas 122: “Tem que ser contundente” — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
A juventude de Alice Pereira contrasta de forma impressionante com a frieza e a contundência apresentadas por ela no octógono. Aos 20 anos, a baiana alcançou sua segunda vitória consecutiva no Ultimate ao nocautear Daria Zhelezniakova por interrupção médica no intervalo do primei...
Federação de Jiu-Jitsu: A juventude de Alice Pereira contrasta de forma impressionante com a frieza e a contundência apresentadas por ela no octógono. Aos 20 anos, a baiana alcançou sua segunda vitória consecutiva no Ultimate ao nocautear Daria Zhelezniakova por interrupção médica no intervalo do primeiro para o segundo assalto, durante o card preliminar do UFC Vegas 122, realizado neste sábado (10), em Las Vegas (EUA).
A vitória avassaladora veio acompanhada de um faturamento extra: a ‘Golden Girl’ levou para casa o bônus de 100 mil dólares (cerca de R$ 500 mil na cotação atual) por ‘Performance da Noite’. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight logo após deixar o cage, Alice explicou que o domínio no solo e o trabalho devastador de ‘ground and pound’ não foram casuais, mas resultado de um hábito diário em sua rotina de treinamentos.
“Para mim, [ter esse clique para bater] é tranquilo, porque eu faço isso diariamente nos meus treinos. Eu tenho isso já no automático de ir para o chão: eu tenho que ser contundente. Mesmo que a pessoa esteja evoluindo, eu tenho que ir tentando machucar ela para desestabilizar. E, nessa luta em específico, eu sabia que tinha que usar os meus cotovelos em pé, na grade e no chão. Sabia que ia ser uma arma muito boa“, destacou.
Sentimento misto
A agressividade da baiana abriu um corte profundo no rosto de Zhelezniakova ao final do primeiro round. Quando a rival se levantou coberta de sangue e o médico do Ultimate entrou na arena para avaliar a lesão, Alice conta que experimentou um misto de reações.
“Como os ângulos por cima não estavam tão bons para eu enxergar, eu não conseguia ver o tamanho do dano. Quando ela levanta, vejo muito sangue caindo no chão. No intervalo, quando vi o médico indo olhar o corte, pensei: ‘Caraca, acho que pode acabar a luta, porque a cotovelada pegou muito bem’. Mas ao mesmo tempo fiquei: ‘Caraca, quero lutar um pouquinho mais’. Só que, quando vi a cara dela e o tamanho do corte, percebi que não tinha como continuar“, relembrou.
Foco no futuro
Promessa em rápida ascensão no peso-galo (61 kg), Alice demonstra maturidade ao analisar os próximos passos na carreira. Sem pressa para impor nomes, a atleta prefere focar no espetáculo e no casamento de estilos para seu retorno ao cage.
“Eu não gosto de escolher luta… Eu gosto de saber que vai ser uma boa proposta, que a menina pode vir muito boa para cima de mim e a gente pode fazer um grande show. Semana que vem tem Melissa Gatto contra Chelsea Chandler, e acho que são duas atletas que podem dar uma ótima luta“, avaliou.
De olho no crescimento profissional e financeiro, a Golden Girl encerrou a entrevista destacando que o momento é ideal para conversar sobre o futuro da sua carreira com os dirigentes da organização. A ideia, segundo a própria, é aumentar mais uns zeros em seu contrato.
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Fonte: AG Fight — leia o original
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