Felipe Lima explica subida para o peso-pena do UFC: “Estava muito fraco” — Federação de Jiu-Jitsu
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Felipe Lima explica subida para o peso-pena do UFC: “Estava muito fraco” — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation

AG Fight 04/09/2026

Depois de iniciar sua trajetória no UFC de forma extremamente promissora, com duas vitórias consecutivas no peso-pena (66 kg), o brasileiro Felipe Lima teve a oportunidade de finalmente se apresentar na sua categoria de origem, o peso-galo (61 kg), na sua terceira aparição no oct...

Federação de Jiu-Jitsu: Depois de iniciar sua trajetória no UFC de forma extremamente promissora, com duas vitórias consecutivas no peso-pena (66 kg), o brasileiro Felipe Lima teve a oportunidade de finalmente se apresentar na sua categoria de origem, o peso-galo (61 kg), na sua terceira aparição no octógono. A experiência, porém, não saiu como o planejado. Em junho do ano passado, o brasileiro foi derrotado por Payton Talbott e, a partir dali, passou a repensar os rumos da própria carreira.

Mais de um ano depois, o amazonense radicado na Suécia retorna ao octógono em uma nova categoria. Em entrevista exclusiva à Ag Fight, Felipe confirmou que sua migração para o peso-pena é definitiva e revelou que, embora tenha pesado na decisão, a derrota para Talbott não foi o principal motivo para a mudança.

De acordo com o ‘Jungle Boy’, o desgaste provocado pelo corte de peso para chegar aos 61 kg afetou diretamente sua saúde e, principalmente, seu desempenho dentro do cage. Após realizar avaliações no Instituto de Performance do UFC (PI), o brasileiro recebeu a confirmação de que seu físico se adapta melhor à divisão até 66 kg.

“Mudei de categoria definitivamente por como eu me senti na luta. Estava muito fraco, cortava muito peso… E lutar na categoria de cima, no peso-pena, é uma coisa mais saudável. É uma categoria (feita para) o meu corpo. Já fiz os testes no PI e falaram que eu sou um peso-pena. Então, é um lugar mais saudável para eu seguir a minha carreira. Não foi por ter perdido para o Payton (Talbott no peso-galo). Foi mais pela questão da saúde mesmo”, afirmou Felipe, que entra em ação no UFC Paris, neste sábado (5), para encarar Morgan Charriere.

Mais tempo para refletir

A decisão, no entanto, não foi tomada imediatamente. Durante o período de mais de um ano afastado das competições, Felipe chegou a ser escalado para enfrentar o peruano Daniel Marcos, novamente no peso-galo. O duelo estava previsto para novembro, mas uma lesão nas costas durante o camp acabou retirando o brasileiro do confronto.

O período de recuperação acabou servindo também para que Felipe colocasse a carreira em perspectiva. Além do problema físico, o ex-campeão peso-galo do ‘Oktagon MMA’ revelou que enfrentava questões pessoais e aproveitou o afastamento para refletir sobre o futuro no UFC.

“Essa lesão (nas costas) ocorreu no camp para a luta com o Daniel Marcos, mas também tive uns problemas pessoais, que eu tinha que processar algumas coisas na minha vida, e tirei um tempo para mim, para pensar, para decidir também em qual categoria eu ia continuar minha carreira no UFC”, relatou.

Olho no ranking

Se o corte de peso já representava um problema, outro fator fez Felipe adiar a mudança: a perspectiva de chegar mais rapidamente ao ranking do UFC competindo entre os galos. Na época, o brasileiro conta que já recebia a sinalização de que poderia enfrentar atletas ranqueados caso vencesse mais alguns combates. A possibilidade de encurtar o caminho até o top 15 acabou fazendo com que ele insistisse por mais tempo em uma categoria que, hoje, reconhece não ser a ideal para seu corpo.

“Foi difícil tomar a decisão para subir porque ali no peso-galo já queriam me colocar contra os ranqueados. Então, eu pensei que seria o caminho mais ‘fácil’ para chegar ao ranking e para lutar contra os ranqueados. Por isso demorou um pouco para eu decidir”, explicou.

Agora, porém, Felipe parece ter deixado essa preocupação para trás. Convicto de que pode construir seu caminho entre os penas, o brasileiro admite que gostaria de ter tomado a decisão antes.

“Eu creio que o trabalho que a gente está fazendo vai falar por si e vamos entrar no ranking. Foi burrice esperar tanto. Hoje tomamos essa decisão e foi a melhor que a gente podia ter tomado. Se eu pudesse voltar no tempo, teria tomado essa decisão mais rápido”, concluiu.

Para pensar em uma conquistar uma vaga no ranking, independentemente da categoria, Felipe Lima precisa voltar à coluna das vitórias. Uma vitória neste sábado, pelo card do UFC Paris, diante do dono da casa Morgan Charriere, coloca o brasileiro no caminho certo para pleitear um lugar no top 15 do peso-pena daqui a algumas rodadas, desde que mantenha uma boa sequência de resultados.

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Fonte: AG Fight — leia o original

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