Enciclopédia do Jiu-Jitsu

Drilar

"Vamos drilar essa passagem umas vinte vezes" é uma frase que qualquer aluno regular de Jiu-Jitsu já ouviu centenas de vezes. "Drilar" virou verbo dentro do português de tatame — um anglicismo tão comum que quase ninguém percebe que está falando inglês.

Por Redação BJJLF Revisado por Sergio Malibu, Faixa Coral 8º Grau — Fundador Revisado em 19/07/2026 2 min de leitura

O que significa "drilar"

Pronúncia A palavra "drilar" segue a pronúncia aportuguesada do inglês "drill" — algo como "dri-LAR", com o acento na última sílaba, como qualquer verbo regular terminado em "-ar".

"Drilar" é o verbo usado no Jiu-Jitsu para descrever o treino de repetição de uma técnica específica, feito de forma isolada e sem resistência real do parceiro, com o objetivo de automatizar o movimento até ele se tornar reflexo. Vem diretamente do inglês "drill" (exercício de repetição), incorporado ao vocabulário técnico da mesma forma que "sparring" e "rolar" também entraram no dia a dia do tatame brasileiro.

O conceito não é exclusivo do Jiu-Jitsu nem inventado por ele: no judô, o mesmo tipo de treino é chamado de "uchikomi" — a repetição da entrada de uma projeção, sem finalizar a queda, até o movimento ficar automático. O Jiu-Jitsu aplicou a mesma lógica a técnicas de solo (passagens, raspagens, fugas, finalizações), e o termo em inglês "drill" acabou se popularizando mais do que o equivalente japonês entre os praticantes brasileiros, sobretudo após a difusão de conteúdo em inglês vindo dos Estados Unidos.

Como funciona na prática

  • O parceiro colabora com o movimento, sem resistir de verdade, para permitir repetições rápidas e seguidas.
  • O foco está em mecânica correta — ângulo do quadril, posição das mãos, sequência de passos — não em vencer a repetição.
  • É comum drilar entradas de queda, passagens de guarda, raspagens e fugas isoladamente, fora do contexto de um rola completo.
  • Sessões de drill costumam anteceder o treino livre (rola), servindo de aquecimento técnico específico do dia.
Drilar não substitui o treino com resistência (rola) — os dois se complementam. O drill constrói a mecânica automática do movimento; o rola testa se essa mecânica realmente funciona contra um adversário que reage e se defende de verdade.

Veja também

Movimentos como a fuga de cotovelo da montada (elbow escape) e a raspagem básica de borboleta são exemplos clássicos de técnicas que praticamente todo Faixa Branca passa a drilar isoladamente antes de tentar aplicá-las num rola livre — justamente porque a mecânica precisa virar reflexo antes de funcionar sob pressão real.

Perguntas Frequentes

"Drilar" e "treinar" são a mesma coisa?

Não exatamente. "Treinar" é um termo mais amplo, que inclui qualquer atividade da aula; "drilar" se refere especificamente à repetição isolada de uma técnica, geralmente sem resistência real do parceiro.

Quanto tempo de drill é considerado ideal por sessão?

Não existe um número fixo — varia conforme a metodologia do professor e o objetivo da aula, mas é comum ver blocos de drill de alguns minutos por técnica antes de partir para o treino livre.

Fontes

  1. [1] Brazilian jiu-jitsu — visão geral do esporte, regras e cultura competitiva — Wikipedia (acesso em 19/07/2026)
  2. [2] BJJ Vocabulary — Terminology — BJJ Heroes (acesso em 19/07/2026)
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Autor

Redação BJJLF

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Revisor

Sergio Malibu

Faixa Coral 8º Grau — Fundador

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