Enciclopédia do Jiu-Jitsu

Tori

Em qualquer demonstração de técnica — no judô, no Jiu-Jitsu ou em outras artes marciais japonesas — sempre existem dois papéis definidos: quem executa a técnica e quem a recebe. "Tori" é o nome japonês para o primeiro desses papéis, um termo que sobrevive no vocabulário técnico do Jiu-Jitsu mesmo décadas depois de o esporte ter se tornado majoritariamente brasileiro.

Por Redação BJJLF Revisado por Sergio Malibu, Faixa Coral 8º Grau — Fundador Revisado em 19/07/2026 2 min de leitura

O que é

Tori é o termo japonês, vindo do verbo "toru" (tomar, pegar, escolher), usado para designar a pessoa que executa uma técnica com sucesso contra o parceiro de treino, chamado de "uke". O par tori/uke é usado principalmente em contextos de ensino — quando um instrutor demonstra uma técnica ou quando os alunos praticam repetição (drilling) de um movimento combinado — para deixar claro qual dos dois papéis cada praticante está exercendo naquele momento.

Pronúncia toɾi tó-ri, com o "r" japonês soando entre o "r" e o "l" do português.

Tori não é sinônimo de "atacante"

Um mal-entendido comum é tratar tori e uke como equivalentes a "atacante" e "defensor". Não são: o critério que define quem é tori não é quem inicia a ação, mas quem completa a técnica com sucesso. Em kata e em exercícios de repetição, por exemplo, é comum que o uke inicie um ataque combinado (como um golpe ou uma pegada) justamente para que o tori tenha a oportunidade de aplicar a defesa ou a técnica que está sendo ensinada naquele momento.

Como o termo aparece no Jiu-Jitsu

No Jiu-Jitsu, "tori" aparece com mais frequência dentro de instrução técnica formal do que na conversa solta do dia a dia da academia — professores explicando um encaixe costumam simplesmente dizer "quem está aplicando a técnica" ou "quem está fazendo o movimento". Ainda assim, o par tori/uke sobrevive especialmente em academias com raízes fortes na tradição do judô, ou em materiais de ensino mais formais que preservam a nomenclatura japonesa original.

Em randori e em competição, a distinção entre tori e uke praticamente desaparece — os dois papéis se alternam o tempo todo, já que ninguém sabe de antemão quem vai conseguir aplicar a técnica com sucesso.

Uso numa frase real

"Agora inverte: quem era uke vira tori" é uma instrução comum durante exercícios de repetição em dupla, pedindo que os parceiros troquem de papel depois de algumas repetições da técnica.

Veja também

O verbete Uke explica o papel complementar de quem recebe a técnica, e Randori mostra o contexto em que a distinção formal entre os dois papéis deixa de fazer sentido. Encaixe descreve, em termos mais coloquiais, o próprio momento em que o tori consegue aplicar a técnica com precisão.

Perguntas Frequentes

Tori é a mesma coisa que atacante?

Não necessariamente. Tori é quem completa a técnica com sucesso, não necessariamente quem inicia a ação — em kata e em exercícios combinados, é comum que o uke inicie o ataque justamente para o tori aplicar a defesa ou a técnica ensinada.

Esse termo é usado só no judô?

Não. Tori (e o par tori/uke) é usado em várias artes marciais japonesas, incluindo judô e aikido, e sobrevive no vocabulário técnico do Jiu-Jitsu principalmente em contextos de ensino formal ou em academias de linhagem mais ligada ao judô.

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Autor

Redação BJJLF

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Revisor

Sergio Malibu

Faixa Coral 8º Grau — Fundador

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