Brendson Ribeiro celebra fim da má fase no UFC e desabafa sobre drama familiar — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation
O sábado (10) de Brendson Ribeiro no UFC Vegas 122 representou a dualidade extrema entre a vitória e a dor pessoal. Pressionado por quatro reveses consecutivos na organização e vindo de uma semana turbulenta — na qual estourou o limite da divisão dos meio-pesados (93 kg) em cerca...
Federação de Jiu-Jitsu: O sábado (10) de Brendson Ribeiro no UFC Vegas 122 representou a dualidade extrema entre a vitória e a dor pessoal. Pressionado por quatro reveses consecutivos na organização e vindo de uma semana turbulenta — na qual estourou o limite da divisão dos meio-pesados (93 kg) em cerca de 1,1 kg —, o ‘Gorila’ teve uma atuação irretocável. Com uma guilhotina ajustada ainda no primeiro assalto, o lutador finalizou Felipe Franco e espantou a má fase.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight logo após deixar o octógono, Brendson revelou que o golpe decisivo não foi fruto do acaso. Tratava-se de um ajuste técnico minucioso realizado dias antes da luta.
“Eu treinei essa guilhotina na terça-feira. Eu sempre tive muitas finalizações de guilhotina na minha carreira, mas treinei um ajuste com o Gabriel Checco, aluno do meu mestre Diego Lima, aqui em Las Vegas. Pô, apareceu ali e eu peguei, bicho. Não ia soltar enquanto ele não batesse”, celebrou.
Conhecido por sua transparência, o paraense não fugiu do tema da falha na balança oficial na véspera do show, que resultou na perda de 20% da sua bolsa para o oponente. Brendson justificou o contratempo pelo curto período de preparação.
“Aconteceu porque eu estava na transição de saída do meu antigo time para a Chute Boxe e aceitei a luta com duas semanas para tirar 16 kg. Faltou um pouquinho, 900 gramas. Peço desculpas ao meu adversário e ao time dele. Paguei os 20% da minha bolsa, não me orgulho disso, mas foi a primeira e última vez que deixei de fazer o peso“, afirmou.
O drama familiar e o apelo por justiça
Embora a vitória dentro do cage traga alívio financeiro e desportivo após o período mais crítico de sua trajetória no Ultimate, a principal batalha de Brendson acontece fora das artes marciais mistas. Ao final da entrevista, o meio-pesado aproveitou o alcance para fazer um apelo emocionado em relação ao desaparecimento de seu irmão, Eduardo Vinícius Marques Queiroz.
“Eu estou com o irmão desaparecido desde o dia 27 de abril. Se as autoridades do Pará puderem me ajudar a encontrar o meu irmão, eu vou ficar muito agradecido para acabar com o sofrimento da minha família. O Eduardo Vinícius Marques Queiroz desapareceu em Marituba (PA), no bairro Novo Horizonte. Faço esse apelo às autoridades de Marituba e ao Governo do Estado do Pará. Sou atleta do UFC, estou fazendo o que eu posso aqui para que a gente possa dar um enterro digno para ele e acabar com o sofrimento da minha família“, desabafou.
Com o resultado, Brendson renova o fôlego na organização e dá o primeiro passo na nova fase ao lado da ‘Chute Boxe Diego Lim’a. Agora, o meio-pesado aguarda o retorno do Ultimate para planejar os próximos passos na divisão, enquanto segue engajado na busca por informações sobre o paradeiro de seu irmão.
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Fonte: AG Fight — leia o original
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