UFC 332: Natália Silva busca título inédito para o Brasil no MMA feminino — Federação de Jiu-Jitsu
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UFC 332: Natália Silva busca título inédito para o Brasil no MMA feminino — Federação de Jiu-Jitsu, Brazilian Jiu-Jitsu Federation

AG Fight 03/10/2026

Historicamente, através de conquistas e ídolos, o Brasil se colocou como uma das maiores potências do MMA mundial. E no UFC, principal organização da modalidade no mundo, não é diferente. E os números comprovam tal tradição. O país já consagrou campeões em dez das 12 categorias q...

Federação de Jiu-Jitsu: Historicamente, através de conquistas e ídolos, o Brasil se colocou como uma das maiores potências do MMA mundial. E no UFC, principal organização da modalidade no mundo, não é diferente. E os números comprovam tal tradição. O país já consagrou campeões em dez das 12 categorias que já existiram ou ainda persistem na liga presidida por Dana White. Entre as mulheres, a única divisão nunca antes dominada por uma atleta tupiniquim é a do peso-mosca (57 kg). Esse tabu, entretanto, pode cair neste sábado (3), com a ascensão da mineira Natália Silva.

Escalada para liderar o card numerado do UFC 322, com sede em Salt Lake City (EUA), Natália medirá forças contra a chinesa Wang Cong. O duelo colocará em disputa o cinturão vago da categoria — posto abdicado pela agora ex-campeã Valentina Shevchenko, lesionada e sem previsão de retorno à ativa. Ciente de que o Brasil já coroou campeãs no peso-palha (52 kg), peso-galo (61 kg) e até mesmo na extinta divisão peso-pena (66 kg), Silva quer se juntar ao seleto grupo se tornando pioneira na categoria peso-mosca.

“Significa fazer história. É o que eu sempre busco dentro da organização, não ser só mais uma lutadora. Quero fazer história, quero que, quando eu parar de lutar, meu nome ainda seja lembrado. Que a minha história fique, quero deixar um legado. Isso (conquistar o cinturão) faz parte disso. Ser a primeira (brasileira campeã da categoria) é o início de uma história”, projetou a striker mineira, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight.

Início turbulento

Ainda muito jovem e inexperiente à época, a striker, por incrível que pareça, teve um início complicado no MMA. Foram quatro derrotas, um empate e apenas três vitórias, em pouco mais de um ano e meio de modalidade. O cenário começou a mudar quando Natália, em 2017, se juntou ao ‘Team Borracha’ — que tem o compatriota Paulo ‘Borrachinha’ como principal expoente. Lá, a lutadora oriunda do taekwondo aprimorou suas habilidades para ter sucesso e viu sua carreira deslanchar.

“Não foi fácil estar aqui, foi muita superação. Eu sou uma garota improvável que está vivendo um sonho hoje. Se tinha alguém para não conseguir estar aqui, essa pessoa era eu. Quando comecei, eu perdi muitas lutas no início. Se você vir de onde eu vim e o que passei, realmente eu era uma menina improvável de dar certo”, desabafou Natália, à Ag Fight.

Trajetória irretocável no UFC

Uma vez no UFC, Silva deslanchou e não sabe mais o que é perder no MMA profissional. Dentro da principal liga de MMA do mundo, a striker brasileira acumulou, de junho de 2022 para cá, incríveis oito vitórias seguidas — a maior sequência ativa da categoria. Além disso, os últimos três triunfos foram ainda mais significativos, visto que foram alcançados enfrentando ex-campeãs da companhia: Jéssica ‘Bate-Estaca’, Alexa Grasso e Rose Namajunas. Não à toa, Natália se consolidou como a número 1 de ambos os rankings da divisão peso-mosca de maneira incontestável.

Histórico do Brasil no peso-mosca

Natália será a quarta atleta brasileira a lutar pelo cinturão do peso-mosca na história do UFC. Anteriormente, Jennifer Maia, Jéssica Bate-Estaca e Taila Santos desafiaram e foram derrotadas por Valentina Shevchenko, atualmente fora de competição, lesionada. Com uma incômoda sina de compatriotas nas mesmas circunstâncias que a sua, a expoente do Taekwondo terá que desbancar Wang Cong para colocar um ponto final no tabu e colocar, pela primeira vez, o país no topo do mundo na divisão até 57 kg.

Carlos Prates ‘zera’ o jogo?

Caso Natália confirme o favoritismo contra Wang Cong e se sagre oficialmente campeã peso-mosca, restará apenas um título a ser conquistado pelo Brasil no Ultimate: o da divisão meio-médio (77 kg) masculina. E, curiosamente, um representante tupiniquim está bem próximo de competir pelo cinturão desta faixa de peso: Carlos Prates. Já consolidado como uma das grandes estrelas da nova geração da companhia, o representante da ‘Fighting Nerds’ é o favorito ao posto de próximo desafiante ao reinado de Islam Makhachev, atual campeão até 77 kg do UFC e número 1 peso-por-peso do ranking. Se a disputa for, de fato, oficializada, a tarefa de Prates não será fácil. A recompensa para tal cenário, entretanto, seria histórica, com o Brasil ‘zerando’ todas as categorias possíveis do Ultimate.

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Fonte: AG Fight — leia o original

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