Wrestling

Outside Trip

★★☆☆☆
blue belt

The outside trip rarely stands alone: it is the complement that closes a clinch dispute, blocking the opponent's leg from the outside while their trunk is pushed in the opposite direction. Recommended from Blue Belt, moderate difficulty, because it depends on an already-established upper grip before the leg entry.

By Redação BJJLF Reviewed by Caio Alexandre dos Santos Côrtes, Faixa Preta 6º Grau — Fundador Reviewed on 20/09/2026 IBJJF Rules — edição vigente 2026 5 min read

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As lutas agarradas — wrestling, sambo, judô — compartilham um princípio comum de queda: bloquear um dos apoios do adversário no chão enquanto se empurra o resto do corpo dele para longe daquele apoio. Esse princípio é o que sustenta a família de golpes conhecida genericamente como "trip" (rasteira), amarrações de perna que raramente funcionam isoladas — elas dependem de um clinch, uma pegada de gola ou um body lock já estabelecido para criar o desequilíbrio necessário.

A rasteira externa, ou outside trip, é a variante em que a perna do atacante bloqueia a perna do adversário por fora, geralmente a perna mais próxima de quem ataca. Diferente de uma varredura de timing como o Deashi Barai, que aproveita o instante do passo, a rasteira externa costuma ser aplicada de forma mais estática, a partir de um clinch já fechado — o que a torna acessível a partir da Faixa Azul, com dificuldade moderada, desde que o aluno já tenha alguma base de disputa de pegada em pé.

É uma continuação natural de amarrações como o dois-contra-um ou a queda de cintura, usada no momento em que o adversário resiste ao puxão ou ao lock plantando bem os pés no chão — a rasteira externa retira justamente esse apoio plantado. Pela regra IBJJF vigente, uma queda por rasteira bem executada e controlada vale os mesmos 2 pontos de qualquer outra queda, desde que o atacante finalize em posição de vantagem sobre o adversário caído.

Vale notar que a rasteira externa não é exclusividade de nenhuma modalidade específica: aparece com nomes distintos no Judô (onde se aproxima de ceifas como o próprio O Soto Gari), no wrestling (como parte do repertório de "trips" usado para completar quedas de clinch) e no sambo. O que muda de um estilo para outro é sobretudo a pegada que viabiliza o bloqueio — kimono, clinch de pescoço ou amarração de braço — mas o princípio mecânico de travar uma perna e deslocar o tronco na direção oposta permanece o mesmo em qualquer contexto.

Como aplicar

1

Estabeleça a pegada superior

Antes de qualquer entrada de perna, garanta um controle de tronco — pegada de gola e manga, body lock ou um dois-contra-um — que permita empurrar o adversário no momento certo.

2

Quebre a postura na diagonal

Empurre ou puxe o tronco do adversário na diagonal, na direção da perna que você pretende bloquear, deslocando o peso dele para aquele lado.

3

Posicione a perna por fora

Passe sua própria perna por fora da perna dele, encostando a panturrilha ou o joelho logo atrás do joelho ou tornozelo dele, sem prender o próprio pé embaixo do peso do corpo.

4

Empurre na direção oposta

No mesmo instante em que a perna bloqueia o apoio dele, empurre o tronco do adversário para o lado oposto ao bloqueio, retirando o apoio que sobrou.

5

Gire o quadril, não o joelho

Complete o movimento girando o próprio quadril na direção da queda, mantendo o joelho de apoio livre para acompanhar o giro em vez de ficar travado no lugar.

6

Acompanhe a queda

Desça junto com o adversário, sem soltar a pegada de tronco, já buscando consolidar a posição ou iniciar a passagem de guarda assim que ele tocar o chão.

Erros comuns

  • Tentar a rasteira sem nenhuma pegada superior estabelecida, o que quase sempre falha porque não há como empurrar o adversário no momento do bloqueio.
  • Prender o próprio pé debaixo do peso do corpo ao entrar com a perna, perdendo a base e caindo junto de forma descontrolada.
  • Empurrar antes de bloquear a perna corretamente, alertando o adversário e permitindo que ele recue o apoio a tempo.
  • Girar apenas o joelho de apoio em vez do quadril inteiro, o que trava o movimento e reduz a força da queda.
  • Insistir na rasteira contra uma base já muito recuada e fechada, quando outra opção de queda seria mais eficiente.

Segurança

O maior risco da rasteira externa é o joelho de apoio ficar preso no tatame durante o giro do quadril: se o pé travar no lugar enquanto o corpo continua girando, a torção pode sobrecarregar o ligamento do próprio joelho de quem aplica a técnica. O cuidado deve ser manter o pé de apoio livre para pivotar junto com o movimento, nunca "colado" no chão. Para o parceiro que cai, vale a mesma regra de qualquer queda: treinar o ukemi antes de sofrer a rasteira em velocidade real, e o atacante deve sempre acompanhar a descida com a pegada de tronco, evitando uma queda seca e sem controle.

Encadeamentos

A rasteira externa costuma nascer de uma amarração que já vinha sendo disputada: quando o dois-contra-um isola o braço do adversário e ele resiste plantando bem os pés, a rasteira externa retira justamente esse apoio recém-fortalecido. O mesmo vale para a queda de cintura — quando o gable grip está travado e o adversário trava a base para não cair para trás, o bloqueio de perna por fora costuma resolver a disputa. Contra um adversário que responde recuando a perna bloqueada para o outro lado, a rasteira interna se torna a opção natural de continuação, atacando o apoio que sobrou pelo caminho oposto. E, como em qualquer queda de origem em luta agarrada, o O Soto Gari compartilha o mesmo princípio de bloqueio de perna combinado a empurrão de tronco, ainda que dependa da pegada de kimono.

Frequently Asked Questions

A rasteira externa funciona sem kimono (no-gi)?

Funciona bem, desde que exista uma pegada superior alternativa — clinch de pescoço, body lock ou um dois-contra-um — já que a técnica depende do bloqueio de perna combinado a um empurrão de tronco, não de pegada de gi.

Qual a diferença entre a rasteira externa e a interna?

Na externa, a perna do atacante bloqueia a perna do adversário por fora, geralmente empurrando o tronco dele para o lado. Na interna, a perna entra por dentro das pernas dele, e o bloqueio costuma vir acompanhado de um puxão em vez de um empurrão.

Preciso de uma pegada específica para aplicar a rasteira externa?

Não uma pegada específica, mas sim algum tipo de controle de tronco — gola e manga, body lock, dois-contra-um ou até um simples collar tie — porque a rasteira sozinha, sem nenhum controle superior, raramente derruba um adversário que reage.

Quantos pontos vale a rasteira externa numa competição?

Pela regra IBJJF vigente, qualquer queda bem executada e controlada — incluindo a rasteira externa — vale 2 pontos, desde que o atacante finalize a ação em posição de vantagem ou controle sobre o adversário caído.

Sources

  1. [1] Takedown (grappling) — mecânica geral de quedas e bloqueios de perna em lutas agarradas — Wikipedia (access on 19/07/2026)
  2. [2] BJJ Heroes — enciclopédia de técnicas e biografias do Jiu-Jitsu — BJJ Heroes (access on 19/07/2026)
  3. [3] IBJJF Help Desk — Rules (pontuação oficial de quedas) — IBJJF — International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (access on 19/07/2026)
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Author

Redação BJJLF

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Reviewer

Caio Alexandre dos Santos Côrtes

Faixa Preta 6º Grau — Fundador

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