Enciclopédia do Jiu-Jitsu

Osaekomi

Antes de existir a montada, o cem quilos ou o kesa-gatame como técnicas nomeadas individualmente, existe uma categoria que as une: "osaekomi", o termo japonês para as imobilizações do judô — a base de boa parte do jogo de controle por cima que o Jiu-Jitsu herdou e expandiu.

Por Redação BJJLF Revisado por Sergio Malibu, Faixa Coral 8º Grau — Fundador Revisado em 19/07/2026 2 min de leitura

O que é

Osaekomi-waza (押さえ込み技), normalmente abreviado apenas como "osaekomi", é a categoria de técnicas de imobilização do judô — posições em que um praticante controla o adversário de costas no chão, mantendo-o preso o suficiente para impedir escape ou contra-ataque eficaz. É uma das três subdivisões do grupo maior conhecido como katame-waza (técnicas de controle no solo), ao lado das técnicas de estrangulamento (shime-waza) e das chaves de articulação (kansetsu-waza).

Pronúncia osaekomi o-sa-e-kô-mi, com ênfase leve na terceira sílaba.

Critério técnico de uma imobilização

No judô, uma imobilização (osaekomi) só é considerada válida sob critérios específicos: o adversário precisa estar com as costas predominantemente voltadas para o chão, e quem está controlando precisa manter algum grau de controle sobre o tronco do oponente sem ter as pernas presas por ele. Mantida por tempo suficiente, a imobilização pode decidir a luta sozinha — um critério de pontuação que viria a influenciar, décadas depois, a lógica de pontuação por controle posicional adotada pelo Jiu-Jitsu esportivo.

Como o conceito aparece no Jiu-Jitsu

O judô reconhece formalmente sete imobilizações principais no seu currículo técnico — entre elas o kesa-gatame (controle de gola lateral), o tate-shiho-gatame e o yoko-shiho-gatame. O Jiu-Jitsu absorveu e expandiu esse repertório: posições como a montada, o cem quilos (side control) e o joelho na barriga são, na essência, variações e evoluções do mesmo princípio de osaekomi, mesmo quando não são chamadas por esse nome no dia a dia da academia.

A palavra "osaekomi" raramente é usada solta no vocabulário comum do Jiu-Jitsu brasileiro — aparece mais como parte de nomes de técnicas específicas herdadas do judô, como kesa-gatame ou kuzure-kesa-gatame, do que como termo genérico do dia a dia.

Uso numa frase real

"Segura o osaekomi até o árbitro apitar" é uma instrução típica dentro do judô, cobrando que o atleta mantenha a imobilização válida pelo tempo mínimo necessário para pontuar.

Veja também

O Kesa-Gatame é a mais conhecida das imobilizações clássicas do judô incorporadas ao Jiu-Jitsu, e a Montada (Mount) mostra como o mesmo princípio de controle por cima evoluiu dentro do jogo de solo brasileiro. Ne-Waza contextualiza o osaekomi dentro da categoria maior das técnicas de chão.

Perguntas Frequentes

Osaekomi é a mesma coisa que a montada do Jiu-Jitsu?

Não exatamente — osaekomi é a categoria geral de imobilizações do judô, da qual a montada é uma espécie de parente próximo dentro da lógica do Jiu-Jitsu. O judô reconhece sete imobilizações formais próprias, com critérios técnicos específicos de validade.

Por que "osaekomi" quase não é falado no Jiu-Jitsu do dia a dia?

Porque o Jiu-Jitsu desenvolveu vocabulário próprio (em português e inglês) para suas posições de controle — montada, cem quilos, joelho na barriga — em vez de manter a categoria japonesa genérica. O termo sobrevive principalmente dentro dos nomes de técnicas específicas herdadas do judô.

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Autor

Redação BJJLF

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Revisor

Sergio Malibu

Faixa Coral 8º Grau — Fundador

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